

É fundamental que este processo de resposta ao questionário conte com a participação ativa de quem tem idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos. O apelo é para que exista um musculado «passa palavra» entre jovens e que se consiga reunir até ao final de Outubro o maior número de respostas. Depois haverá lugar para a análise aos resultados, que se irá juntar a todo um manacial de informação, entretanto, já recolhido junto de focus group realizados com jovens, entrevistas a dirigentes e técnicos do IPDJ. Este estudo nacional decorre do facto do IPDJ e a Oficina estarem a desenvolver o documento «Linhas Estratégicas para a Promoção da Participação Jovem em Portugal». O objetivo é definir o enquadramento para a promoção da participação jovem, e que deve estar alinhado com os principais documentos nacionais e internacionais nesta área, em particular a Estratégia da UE para a Juventude 2019-2027, a Estratégia para o Setor da Juventude 2030 do Conselho da Europa, o Plano de Ação para a Democracia Europeia da Comissão Europeia, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, o Programa Mundial de Ação para a Juventude da ONU e o Plano Nacional para a Juventude.


Outros estudos já realizados dizem-nos que, efetivamente, a juventude encontra-se, tradicionalmente, sub-representada nos processos de tomada de decisão que a afetam, embora o seu envolvimento seja indispensável para uma democracia pluralista, mais participativa, que seja capaz de potenciar o envolvimento da população jovem.
O declínio demográfico, o despovoamento do interior e o envelhecimento da população, bem como as incertezas face ao futuro em virtude da globalização, das alterações climáticas, das mudanças tecnológicas, do populismo, da discriminação e das notícias falsas, são algumas das razões que tornam necessário o reforço das políticas públicas promotoras da participação de quem é mais jovem na nossa sociedade, e que tem sempre uma voz importante que é preciso escutar e ter em linha de conta.